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A Orquestra Filarmonia das Beiras é o organismo artístico da Associação Musical das Beiras – a que actualmente preside a Universidade de Aveiro -, instituição sem fins lucrativos, cujos associados, autarquias, universidades e escolas superiores, regiões de turismo, associações culturais e económicas, representam as forças vivas da grande região das Beiras.
A Orquestra Filarmonia das Beiras foi fundada no âmbito do programa governamental para a criação de uma rede de orquestras regionais.
O Concurso Público aberto pelo governo acabou por, em face da adesão dos concorrentes e sob os auspícios da Secretaria de Estado da Cultura, fundir os Projectos Aveiro/Viseu e Coimbra/Leiria no Projecto final. Coimbra viria depois a dissociar-se do processo para constituir a sua própria orquestra. Do acordo inicial, que tem sido escrupulosamente respeitado, constava que no primeiro executivo da Associação Musical das Beiras a sede seria em Aveiro, a Presidência da Direcção (que englobava também o Orfeão de Leiria e a Câmara de Aveiro), competiria a Viseu, e assim por diante, de modo a ficar assegurado o envolvimento da região. Sede e órgãos sociais tinham carácter rotativo.

O primeiro concerto da Orquestra Filarmonia decorreu no dia 15 de Dezembro de 1997 sob a direcção do seu então Director Artístico Maestro Fernando Eldoro. Desde então realizou 350 concertos, com uma média anual de 75 representações. Este conjunto de concertos está distribuído por mais de 70 municípios. A ampla produção artística permitiu que a Filarmonia tocasse ao ouvido e no espírito de mais de 120.000 pessoas.
A Orquestra Filarmonia das Beiras (o nome viria a ser uma sugestão do Maestro Fernando Eldoro), é constituída por 37 músicos profissionais. O seu objectivo é o de promover e desenvolver a cultura musical na região e no País, mediante a realização de concertos e através de programas de formação para novos públicos, especialmente em idade escolar.
A oferta cultural da Orquestra Filarmonia das Beiras é única na sua região de referência, valorizando a qualidade de vida das populações que serve e tornando-se assim uma mais – valia para a projecção da imagem desta comunidade com mais de um milhão de habitantes.
O alto nível de referência musical induz à recepção de convites para participar nos principais Festivais de Música da região e do País (Algarve, Aveiro, Évora, Gaia, Leiria, Póvoa do Varzim, entre outros) e à presença regular de alguns dos mais conceituados maestros e solistas portugueses e estrangeiros da actualidade junto da Orquestra.
Maestros como Max Rabinovitsj, Patrick Gallois, Fernando Eldoro, Gerhard Samuel, Ernst Schelle, António Saiote, Jean – Marc Burfin, Cesário Costa e Vasco Pearce de Azevedo, são alguns dos mais conceituados directores musicais portugueses e estrangeiros que têm colaborado regularmente com a Orquestra Filarmonia das Beiras.
Sob a égide do Maestro António Vassalo Lourenço, actual Director Artístico, a programação artística da Filarmonia inscreve os repertórios significativos dos mais distintos compositores, incluindo obras de diversos autores portugueses como Alexandre Delgado, António Vitorino de Almeida, Domingos Bomtempo, Eurico Carrapatoso, Joly Braga Santos, Manuel Dias de Oliveira, Santos Pinto, Sérgio Azevedo e Vasco Pearce de Azevedo. No plano de concertos para instrumento solo, é política da Filarmonia conceder oportunidades a talentos emergentes como a pianista Shao Ling, o violinista Rómulo Assis, a flautista Vera Morais, o clarinetista Luís Carvalho, e a de convidar instrumentistas de reconhecida qualidade internacional como o flautista Patrick Gallois, os pianistas Valery Sarodubrovsky, Anne Kaasa, Pedro Burmester, Mário Laginha e Miguel Borges Coelho, os guitarristas Carlos Bonell e Alex Garrobé, o violinista Valentin Stefanov, assim como o tenor Carlos Guilherme, o baixo Jorge Vaz de Carvalho e a violoncelista Irene Lima.

Maestro António Vassalo Lourenço

OFBeiras03 António Vassalo Lourenço é Diretor Artístico da Orquestra Filarmonia das Beiras desde 1999 e do Coro Regina Coeli entre 1983 e 2008, é ainda responsável pelas classes de Coro e Direção da Universidade de Aveiro desde 1997 e Maestro Adjunto da Orquestra Sinfonietta de Lisboa desde 1995. Com estes grupos tem dado particular atenção à música portuguesa, tendo realizado diversas estreias, primeiras audições modernas e gravações de obras de compositores portugueses.

Em 1996, concluiu o mestrado em direcção de coro e orquestra pela Universidade de Cincinnati (EUA), onde também foi Assistente, tendo aí concluído o Doutoramento em Direcção de Orquestra em 2005. Nesta universidade estudou orquestração com Samuel Adler, Direcção de Coro com Elmar Thomas, Earl Rivers e John Leman e Direcção de Orquestra com o maestro e compositor Gerhard Samuel e ainda com Christopher Zimmerman, de quem foi assistente de direcção.
A sua formação e actividade musicais iniciaram-se aos 8 anos na Fundação Calouste Gulbenkian, onde estudou violino e fez parte do Coro Infantil, tendo em 1990 concluído o Curso Superior de Canto no Conservatório Nacional de Lisboa na classe da professora Filomena Amaro.
Frequentou cursos de direcção coral em Portugal, Espanha, França Bélgica, onde trabalhou com Manuel Cabero, Josep Prats (Barcelona), Erwin List (Strasboug), Hélène Guy (Lyon), Edgar Saramago, Fernando Eldoro (Lisboa), Paul Brandevick (Boston), Johan Duijck (Gent) e Laszlo Héltay (Londres).
Realizou também estudos de direcção de orquestra, desde 1990, em Portugal, Espanha e França com Octave Calleya (Roménia), Jeno Rehah (Hungria), Ernst Schelle (Alemanha) e Jean – Sébastien Béreau (Paris). Foi aluno da classe de direcção da Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob a orientação de Jean – Marc Burfin.
Foi Maestro Adjunto da Orquestra da Juventude Musical Portuguesa e Assistente de Direcção da Concert Orchestra de Cincinnati, tendo já dirigido, como maestro convidado, diversas orquestras e coros em Portugal e nos Estados Unidos da América. Desde 1987, tem participado, como monitor, em diversos cursos de direcção coral e tem sido director musical de peças teatrais.
Foi director artístico do Festival de Música de Aveiro entre 2000 e 2004 e desempenhou o cargo de coordenador artístico da Orquestra Sinfónica Portuguesa e do Coro do Teatro Nacional de S. Carlos entre 2002 e 2003.

2002, Plenitude Artística

A obra Sereníssimo Magnificat de Eurico Carrapatoso foi interpretada pelos Corais do Orfeão de Leiria, a Orquestra Filarmonia das Beiras e o Grupo Coral Olissipo no 20º Festival Música em Leiria, sob a direcção do maestro dos Corais Paulo Lourenço, com um desempenho notável. Da esquerda para a direita, entre os cantores: (primeira fila), Adelaide Ferreira, Catarina Valente, Isabel Figueira, Ana Figueira, Carla Pascoal, Manuel Monteiro, Maria de Jesus, Rita Seco, Virgínia Francisco, Orquídea Martins, Leonor Simões, Ana Cristina, Clementina Antunes, Helena Matos, Maria do Carmo e Isabel Silva; (segunda fila), Cláudia Domingues, Paula Monteiro, Florinda Carvalho, Isabel Serra, Maria do Céu, Ema Curto, Aida Bernardes, Maria José Reis, Albertina Ramos, Júlia Antunes e Nivalda Santos; (terceira fila), Francisco Matos, Edgar de Carvalho, Daniel Martins, Tony Silva, Armando, Abilino Costa, Horácio Giroto, Albertino Serra, Joaquim Silva, Miguel Castro, Nuno e Filipe Matias; (quarta fila), António Figueiredo, Manuel Oliveira, (?), Orlando Figueira, Alberto Antunes, Manuel Carreira, Luís Capinha, José Eduardo, Agostinho Rodrigues e Armindo Anselmo. Entre os músicos: (?) violino, Jaroslav Drzgyla (Violino), (?) violino, Elitza Vladcnova Violino), Danilo Pucci (violino), Ivana Dimitrejevic (violino), Giuseppe Ricoborno (violino), Valentin Stefanov (violino), Daniel Martins (violeta), Lúcia Costa (violino), (?) violino, Agnese Bravo (violino), Irma Skenderi (violino), (?) violino, Cláudia Vetro (violino), Hugo Diogo (violoncelo), Jorge Sousa e Hugo Correia (contrabaixos).

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